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Se só lhe dão a solidão…

13 de Junho de 2013

Se só lhe dão a solidão, só lide. 

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Retrospectiva Musical 2012

31 de Dezembro de 2012

Túnel do Tempo – Engenheiros do Hawaii

Está presente em tudo o que eu faço, em todas as minhas escolhas. Porque “Túnel do Tempo” não foi apenas uma das músicas que assumiu o papel de melhor amigo e me apontou um caminho. O Engenheiros tem muitas músicas incríveis, mas essa, na minha opinião, é excepcional. É o verdadeiro Hino da Existência Humana. Da minha existência humana.

 

Don’t Wait – Dashboard Confessional

No começo do ano, eu estava passando por uns problemas sentimentais e agora vejo que eram extremamente piegas. Me sentia a protagonista dessa música. E foi um dos momentos que mais fizeram sentido na minha vida, posteriormente.

 

Loaded Gun – Tyler Hilton/Chris Keller

Foi a música que selou o último episódio de One Tree Hill, a série que me acompanhou a vida inteira. Interpretada por Chris keller, um personagem que nas primeiras temporadas da série, era um dos mais odiados. Acabou sua história conquistando o coração de todos os que assistiam a One Tree Hill. 

Elephant Gun – Beirut

Não posso deixar de citar Elephant Gun, da banda Beirut. Sendo trilha sonora da mini-sérrie Capitu, exibida pela Rede  Globo alguns anos atrás, foi a “música da minha vida” por algumas semanas. É impressionante a leveza dessa música. Não tem como ouvi-la e não querer rodopiar com um vestido de Capitu e ensaiar os olhos de cigana oblíqua e dissimulada. E por isso, em menos de 5 minutos, sou acometida pela mistura de todos os sentimentos existentes.

P.S.:  “Dom Casmurro”, do Machado de Assis, foi, até agora, o melhor livro que já li na vida inteira.

 

Forever Young – Alphaville

Uma das músicas mais sinceras que já ouvi. Te dá vontade de crescer, mesmo sabendo as consequências do tempo… Aproveitar cada momento da sua vida, como se o amanhã não existisse. Suplantar as dificuldades, com força o suficiente para encarar o mundo, errado do jeito que é. E assim, ser jovem para sempre.

  

Champagne Supernova – Oasis

Tudo começou em um episódio de “The O.C.”, em que  apesar da chuva, o Seth subiu no telhado para melhorar a imagem transmitida pela antena da TV, e num gesto típico de sua ironia, usou uma máscara do Homem-Aranha, para “não molhar o rosto”. O resultado foi que ele acabou pendurado por uma corda, de cabeça para baixo. Nisso, a Summer chegou, declarando que era com ele que ela queria ficar. Deram um beijo como no filme, e foi uma das cenas mais lindas que já vi. Só então me dei conta da música que tocava no fundo, que antes conhecia somente pelo nome. A partir daí, tudo fez sentido. E “Champagne Supernova” passou a ser uma daquelas músicas para se ouvir em qualquer ocasião, pois nas horas de alegria, e nas de tristeza, se encaixa perfeitamente bem.

Fevereiro – Alexandre Nickel

Tão sutil e leve, que até dá vontade de se apaixonar. Essa entra aqui, justamente porque eu “encontrei alguém que me fez duvidar que existe alguém feito pra atrapalhar os meus planos de viver sem alguém”. Mesmo que acabe ano que vem, foi “a minha razão” (literalmente) em 2012. Obrigada.

 

Maior que as muralhas – Fresno

Essa (e todas as outras do álbum “Infinito”) é o tipo de música que te faz querer acreditar em alguma coisa. Então, porque não em si mesmo? Uma das coisas que eu aprendi com a banda foi a nunca desistir dos nossos sonhos. Por isso, acho que não deveria entrar nessa retrospectiva, pois acredito que ela seja a trilha sonora de 2013. Com todo o sufoco já previsto para o próximo ano, terei de me lembrar a todo o momento que é chegado a hora de “Ser maior que as muralhas”. E a Fresno, mais uma vez, certamente me apontará um novo caminho a seguir.

Obrigada.

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“Os tempos são outros. Os erros, os mesmos.”

22 de Novembro de 2012

Algumas vezes, depois de muito te levar para longe, a vida resolve te presentear com um novo destino; certamente para compensar o estrago que fizera a ti em tempos passados. E o que você faz? Você vai. Agarra-se ao ar, na esperança de que lá, no horizonte, exista uma almofada para tu repousares as mágoas, um amor para te salvar a alma, dores que te farão esquecer as cicatrizes já presentes em ti, e todos aqueles sentimentos aclamados pelos poetas que tu tanto leste nos dias de solidão.

Esta é a primeira vez que tu caminhas por essa estrada nem um pouco sinuosa. Ela é bela, calma, e está a todo instante convidando-te a dançar esse rock, tão pesado quanto às angústias que deixaste na vida de outras pessoas. Enquanto tu sobes a lomba com teus passos calmos e encorajados pelo medo, és acometida por uma brisa tão forte, que te empurra para trás, quando na verdade, deveria catalisar seus desejos. E agora, nada parece fazer sentido. Apesar de estar seguindo um novo destino, os passos descuidados dados por ti, se assemelham aos do passado. A frequência desses sorrisos e o ritmo da respiração quase ofegante já são conhecidos. Só o coração que é incapaz de bater com a mesma intensidade.  

Como uma simples folha que cai de uma árvore qualquer numa tarde de outono, tu perdes o rumo. O que antes parecia tão certo, agora não é nada mais do que uma reprise inconsciente de sonhos que não se realizaram. E desta vez, não há nenhum outro sentimento que te faça pensar em seguir em frente, só pra sentir saudade. Mas não importa. Tu tens que continuar, sem se deixar atrair pelos erros do passado, por mais que algumas vezes te seduzam daquele jeito único e eloquente. Tu tens uma estrada inteira à frente. Não perca seu tempo lamentando o passado, ele não volta mais.

Pode ser que o futuro reserve para ti, um dos mais belos destinos. Mas em lugar algum haverá tamanha imprevisibilidade acompanhada de acordes desafinados de um mesmo e eterno violão.

Siga em frente, moça bonita. Apenas siga em frente.

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“In a champagne supernova in the sky.”

6 de Novembro de 2012

E com um gesto contraditório, tuas palavras fizeram-me reverência, tomando-me a mão. Tu querias me levar para uma volta na lua. Meu olhar concordava, mas meus olhos tinham medo. E se o céu for alto demais? Mas com um sorriso trêmulo e as emoções à flor da pele, não encontrei nenhuma resposta se não “Sim, eu adoraria.”

E assim partimos rumo ao horizonte. A viagem foi um pouco demorada, mas eu não me importei. Nossos passos calmos, agora pressionavam as estrelas enquanto os anjos tocavam em suas harpas, a suave melodia de nossas vidas. Um cometa passou jogando confete pelo céu, enquanto observava a dança das nossas palavras.

Durante o percurso, tiramos os tênis e caminhamos sobre as poucas nuvens envolvendo a lua, que projetava nossa silhueta faceira. E como se estivéssemos prestes a cair das alturas, ensaiávamos os passos de um rock qualquer.

Não se ouvia nada lá de cima, além dos nossos sussurros abafados por uma melodia estonteante que vinha de algum lugar. Nada mais importava.

“E, mesmo quando escurece, a gente sabe que não importa para onde a gente aponte. Vai ser sempre céu, e seremos sempre nós.”

Bonne nuit, mon chéri.

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Análise da Música Nuvem – Engenheiros do Hawaii

27 de Outubro de 2012

Desde que nasci, tenho uma forte relação com a música. E é curioso o fato de que elas sempre me aparecem de repente, e quando me dou conta, não poderia eu ter tido uma melhor trilha sonora para o momento pelo qual estava passando. A música a seguir, é especial para mim, não apenas por ter me guiado uma vez, mas sim duas. Na primeira, lembro-me  de estar envolvida em um relacionamento que o tempo já havia deteriorado, mas eu insistia em tentar recuperar. Estava confusa com os meus sentimentos há bastante tempo, mas não encontrava em lugar nenhum uma resposta. Um belo dia, enquanto vasculhava a lista de músicas no computador, apareceu “Nuvem”. Assim que a escutei, fui acometida por uma onda de tranquilidade, e assim tive a certeza do que deveria fazer. “Se está com ele, está sozinha”, “Diga adeus, diga adeus”. E eu fui embora. Nos primeiros dias, foi difícil, mas em pouco tempo percebi que havia tomado a decisão certa. Eu estava bem.

No entanto, de uns tempos para cá, eu tenho questionado certezas e abusado de um ceticismo que confesso, eu não deveria ter. Logo eu, que sou tão abstrata… Mas enfim. O que eu quero dizer é que ao analisar as entrelinhas de “Nuvem”, tive a impressão de que não se tratava apenas de um relacionamento fracassado com uma pessoa qualquer. Ela ia além do plano material, e relatava o relacionamento entre o ser humano e Deus. É o retrato de grande parte da sociedade, que muitas vezes tem medo de não ter alguém para se segurar, ou salvá-las após a morte. 

Então, resolvi compartilhar a minha viagem com o mundo. É a minha primeira análise, e acredito que tenha ficado um pouco confusa, mas aos poucos eu melhoro.

Nuvem – Engenheiros do Hawaiii

“Se está com ele está sozinha
e sozinha não quer mais ficar
se está com ele é porque quer
porque não quer mudar

Essa estrofe trata da relação de uma mulher (certamente), com Deus. Muitas pessoas se dizem cheias de fé, no entanto, são poucas as que realmente se entregam a Ele. Por isso sentem-se sozinhas, pois pelo fato da fé não ser suficiente, não é como se tivessem Deus ao seu lado, e sim como se fosse  apenas algo instituído por outros povos ao longo do tempo. A moça diz ter Deus em sua vida porque assim é mais cômodo. Basta vestir a sua máscara religiosa, e desfilar por aí. Assim, não há a necessidade de criticar, ou de assumir sua não religiosidade para a sociedade, que em muitos casos, encara esse fato com certo preconceito.

Diga adeus
diga adeus ou não diga nada
diga adeus

O refrão, quando lido, pode não fazer muito sentido. Mas quando ouvimos a música, Podemos interpretar o “adeus”, como uma referencia a Deus. Assim, tudo que a moça tem de fazer, é dizer a Deus como se sente. Ou continuar na comodidade de não assumir seus próprios sentimentos.

Se está chegando o fim da linha

Tá na hora de saltar
se está com ele está sozinha
e sozinha não quer mais ficar

A vida da moça está cada vez mais difícil, e a solução para seus problemas parece mais distante. E de nada adianta rezar, ou pedir a Deus que fique tudo bem. É como se a moça estivesse realmente sozinha, e não é capaz de ouvir as respostas e os conselhos que Deus lhe daria. Está na hora de abandonar a comodidade, e fazer alguma coisa, porque nada irá se resolver somente pelas preces e a vontade de Deus.

Diga adeus, adeus
ou não diga nada
diga adeus

Nessa outra parte do refrão, me chamou a atenção o jogo de palavras feito pelo compositor Humberto Gessinger em “Diga adeus, adeus”. Podemos interpretar a frase como se fosse, de fato, um “Adeus, a Deus”. (O mesmo recurso utilizado por Chico Buarque, na música “Cálice”, quando ao cantar “Afasta de mim esse cálice”, deixou subliminarmente a ordem de “calar-se”)

Não vá perder a hora certa com a pessoa errada
diga adeus, !Adeus!
A vida não pode ser um conta-gotas na tua mão

Não podemos viver como se filtrássemos e controlássemos tudo. Na maioria das vezes, os problemas (e as alegrias, também) vêm de maneira intensa e incontrolável. De nada adianta querer viver aos poucos, com o mesmo controle que se tem ao usar um conta-gotas.

Chuva que não chove…sol que não sai
a vida não pode ser medida com precisão
motor que não se move…nuvem que não se vai”

Nessa estrofe, a chuva pode ser considerada um símbolo da tristeza e da melancolia. Nos livros, filmes e histórias em geral, o tempo frio e a chuva torrencial é o cenário para o drama dos personagens. Já o sol, pode significar o renascimento, a luz, e as alegrias. A “chuva que não chove” são aquelas tristezas que só existem porque alguém as procura, enquanto o “sol que não sai”, é a alegria perene. Nesse caso, nenhum dos dois pode durar a vida inteira, e segundo a música, devemos deixar a comodidade dos nossos sentimentos de lado, e procurar sentir as coisas de forma intensa e verdadeira. Afinal, não podemos controlar nossos passos, quiçá nossos desejos.

Ainda nessa estrofe, é citado o “motor que não se move”. Eu posso estar louca, mas lembro-me uma vez, que um professor de filosofia comentou que na concepção de Aristóteles, Deus era o “Primeiro Motor”, pois dava origem ao mundo, além de ser perfeito, imóvel e imutável. Com isso, podemos concluir que o “motor que não se move”, na música, é esse Deus, que para muitos é onipresente, mas para outros, não. Seguindo a mesma linha de raciocínio, na literatura simbolista, é comum o uso de elementos como o céu, as nuvens, e qualquer outra coisa que remeta à cor branca, para representar esse aspecto de pureza, que no movimento, está relacionado a aspectos religiosos e transcendentais. 

E para quem quiser ouvir, segue o link:

https://www.youtube.com/watch?v=g2EmNp7SfWo

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Adeus, amor – Bárbara Ornellas

29 de Setembro de 2012

Há alguns dias atrás, tive a oportunidade de participar de um Festival de Música e Poesia, promovido pela escola. O vídeo não está muito bom, e eu estava extremamente nervosa. Mas o mais importante foi que eu dei o primeiro passo para a realização de um sonho, e ao meu lado estavam as pessoas mais importantes dessa minha vida. Obrigada aos que acreditaram que a minha poesia seria capaz de ecoar pelo mundo (por mais que esse tal mundo por enquanto seja resumido pelo auditório de uma escola qualquer).

É, Bárbara. Chegou a hora de ser maior que as muralhas.

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Silenciosa eloquência

5 de Setembro de 2012

Olhos de puro ébrio frugal e sereno. Vieram em minha direção, ultrapassando as mais frágeis muralhas de meus sentimentos. Me adentraram a alma e deixaram-se estar no meu ser, como esquecidos. Embevecidos, sutis e mágicos; pareciam puxar-me para dentro de si, como se me quisessem lá por toda a eternidade. Já os meus olhos macios e encabulados apontavam para o chão, mas fitavam o meu coração, que em meio a toda aquela breve concupiscência, diziam-me que a solidão havia saído para uma volta na lua, e à minha frente estava a tão antiga almofada que construíra em noites passadas para repousar o meu amor. Em meio a palavras ineptas, as pálpebras artisticamente firmes e abertas aos poucos foram sendo cerradas. E com um gesto contrário, o meu sorriso trêmulo deu adeus aos olhos de puro ébrio frugal e sereno.

Os meus ficaram ali; como o barco parado no porto.

No porto.