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Para o amigo que pensa que cachaça é água.

Abril 6, 2012

Querido Eduardo Ribeiro Bichano Bobocão,

Acordes afinados, porém distorcidos pelo alto-falante do meu celular vagabundo deram inicio a “nos”.

“You watch the season pull up its own stakes…”

Minhas mãos nervosas e encabuladas tentavam abafar a musica, enquanto o teu corpo, na mesma inclinação de sempre, e teus olhos intensos, me fitavam, normalmente. Tu tinhas uma cara muito engraçada, como em todas as aulas, e internamente, aquilo me divertia. Na saída do curso, um leve e delicado tapa no ombro eu ganhei. Junto as minhas amigas (Cara, eu ainda tinha amigas no curso!) fiquei surpresa com a tua abordagem, mas nada que me matou. Enfim, já era hora de ir correndo para a casa e entrar no MSN, como de costume.

-Poxa, teu toque de celular é Stolen, do Dashboard Confessional! Me amarro nessa música!

-Sério, você também!? Pensei que eu fosse a Única…

E a partir desse momento, soube que nunca mais estaria sozinha, ao menos no que dependesse de ti. Essa foi uma das poucas vezes em que estive certa e por motivos estranhamente cósmicos  , tu te tornaste uma das pessoas que mais conquistaram uma grande parcela do meu coração. Não seja pela “perfeita simetria”, mas é que vejo tanto de mim em ti, que é como se fosse um pedaço meu, com toda licença. E deste, eu gosto. (Talvez seja uma das poucas partes, inclusive.)

Ao longo desses anos, tua amizade foi muito importante pra mim. Tu me fizeste companhia nos momentos de solidão, ouviu os Engenheiros que ninguém mais ouvia, dividiu as minhas loucuras, e até as minhas bebedeiras com aquela água estranha do curso. Distraiu-me com suas mensagens estranhas e sem sentido, pela manhã, ensinou-me a apreciar o Pôr do sol, e, acima de tudo, prometeu-me que a lua faria morada em meu céu, novamente. E já que tu disseste, sigo esperando. 

“Before the gold and the glamour have been replaced, another sun soaked season fades away.”

Tu um dia disseste que Lucas Scott uma vez escreveu: “Ela era ferozmente independente, Brooke Davis. Brilhante, linda e brava. Brooke Davis vai mudar o mundo algum dia. E nem sei se ela sabe disso.” E depois da citação do Lucas, tu disseste que isso servia pra mim. Porque a força que eu tenho é maior do que imagino. E até hoje, sempre que me sinto mal, recorro a tuas palavras, e sou confortada de um jeito estranhamente incrível. 

Enfim! Hoje, é mais um dia de desgraças, como tu costumas dizer. Espero inclusive, que não morra a mulher de mais nenhum presidente, nem desabe outro morro do Bumba. Pra ti, quero tudo de melhor que existe nesse mundo. Muitas histórias pra contar, e um Pôr do sol mais bonito que o de costume. Como a Brooke Davis disse, “Agora é à hora de você brilhar. À hora em que seus sonhos estão o seu alcance e as possibilidades são vastas. Agora é à hora de tu te tornares aquela pessoa que sempre sonhaste ser. Estarei aqui pra tudo; principalmente para rir de seus tombos, pegarem mais docinhos que você, e saciar a tua sede com águas possivelmente infectadas.

You have never stolen my heart. Mas… 

Te amo, bobocão

Obrigada.

BBB! 

(Beijos [da] Bárbara Boboca)

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Eu lírica e a maior idiota do mundo.

Abril 5, 2012

Não sei se tu me reconheces, mas sou você adulta. Uma espécie de mãe, apesar de tu sempre ter tido responsabilidade o suficiente para cuidar de si mesma. E é justamente sobre isso que eu quero conversar… Sinceramente, achei que tu serias mais forte, e não fosse precisar derramar tantas lágrimas durante a vida. Na verdade, acho que parte disso foi culpa minha, não é mesmo? Acabei por de surpresa e antes da hora, e deveria tê-la entendido quando ao me fitar no espelho, tu disseste que não queria caminhar junto a mim. Era meu dever partir e só voltar quando tu me chamasses, alegando estar pronta. Mas achei que se fosse assim, tu nunca me gritaria. 

Espero que tu não me leves a mal, mas preciso te dizer que esses sonhos que tu costumas ter enquanto assiste à aula de matemática, não se realizam. É, não há nenhum cara pra envolver os dedos no seu cabelo bagunçado, nem um livro com um título interessante, seguido pelo teu nome na capa. Tu nunca deste uma chance a si mesma e por isso o amor não quis entrar e nossa casa. Inclusive, depois de um tempo, mesmo que quisesse, ele não conseguiria, pois tu te criaste em um novo lar, feito de frios tijolos de cimento, e sem nenhuma ventilação natural. 

Tu perdeste tudo, também. Achou que isso jamais aconteceria, pois, tu eras uma boa pessoa. Aí saiu correndo, chegou à beira do abismo, e não se jogou.  Deu apenas umas bofetadas no rosto, e sussurrou para si mesma: “Se existe um Deus, e ele é tudo isso que as pessoas tanto falam, nem em seu universo ele merece conceber-me.” e enxugou os olhos castanhos. 

É, tu falhaste em tudo. Não sei se um dia serei capaz de lhe perdoar por ter aceitado a melancolia e desistido de você. Tantas vezes tu ouviste que precisava fazer algo por você… E tudo que tu realmente fez foi ignorar os avisos. E eu, que sempre imaginei que chegaríamos a Presidente da Academia Brasileira de Letras, estou hoje decepcionada. 

Não quero mais tomar o seu tempo. Acho que tu a vida inteira filosofou prolixamente sobre isso tudo, não é mesmo? Este está sendo um dos nossos mais bonitos e singelos encontros, apesar da verdade estar estampada nessa carta. Obrigada por me permitir entrar dentro de ti e me fazer ser ouvida. Sei que foi difícil, mas já estava na hora de parar de fugir. Talvez agora, tu te encontres. 

Não esqueça que estarei sempre aqui, para segurar-te a mão e trilhar o nosso caminho, mesmo que esse esteja repleto de espinhos. E seguiremos juntas.

 

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Este é o primeiro texto que escrevo em quase três meses. Não se decepcione.

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Canção para uma valsa lenta – Mario Quintana

Fevereiro 24, 2012

Minha vida não foi um romance…
Nunca tive até hoje um segredo.
Se me amas, não digas, que morro
De surpresa… de encanto… de medo…

Minha vida não foi um romance
Minha vida passou por passar
Se não amas, não finjas, que vivo
Esperando um amor para amar.

Minha vida não foi um romance…
Pobre vida… passou sem enredo…
Glória a ti que me enches a vida
De surpresa, de encanto, de medo!

Minha vida não foi um romance…
Ai de mim… Já se ia acabar!
Pobre vida que toda depende
De um sorriso… de um gesto… um olhar…

Mario Quintana

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Soneto do Orfeu – Vinicius de Moraes

Fevereiro 24, 2012

“São demais os perigos dessa vida
Para quem tem paixão, principalmente
Quando uma lua surge de repente
E se deixa no céu, como esquecida

E se ao luar, que atua desvairado
Vem unir-se uma música qualquer
Aí então é preciso ter cuidado
Porque deve andar perto uma mulher

Uma mulher que é feita de música
Luar e sentimento, e que a vida
Não quer, de tão perfeita

Uma mulher que é como a própria lua:
Tão linda que só espalha sofrimento,
Tão cheia de pudor que vive nua.”

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Smile.

Fevereiro 21, 2012

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Uma carta sem selo.

Fevereiro 16, 2012

Bom dia, menino bonito e do sorriso quebrado.

Como tu estás se sentindo hoje? Espero que bem, como todos os dias… E o que tens feito? Acordado tarde, por conta da ressaca?  Beijou muitas meninas na noite passada, ou ficou apenas nas garrafas de Vodka?  Bem, não importa. Isso não vai mudar meus sentimentos.

Ontem fez frio, não? Talvez por isso não consegui dormir, e resolvi reservar a luz da lua para pensar em nós… Devo admitir, que fico encantada com você, na minha imaginação. As mãos indecisas brincando com meu cabelo e os olhos profundos caindo sobre os meus. O sorriso que tu insiste em esconder por trás dessa máscara, e que me é tão fácil enxergar… Ele é lindo. Você é lindo. E não deveria disfarçar essa solidão com palavras tão ásperas e sarcásticas, pois de nada servem.

Não tenha medo. Eu gosto de ti assim, puro, e bem do jeito que és. Então, se me der a tua mão, eu prometo cuidar de ti com todo afago e amor possível. Quem sabe, juntos poderemos curar algumas feridas que o tempo esqueceu de sarar, e evitar futuras. Se tu me der a tua mão, prometo puxar rispidamente o teu corpo para próximo ao meu, e com um sorriso trêmulo, te envolverei os medos. Talvez se a minha insegurança encontrar logo seu par, ela queira sair em lua-de-mel, ou resolva tirar  longas férias.

Mas por favor, menino bonito, não me vire as costas fingindo não saber do quê estou falando. Sei que é difícil e tu não precisas me dizer nada. Apenas segure a minha mão; eu cuido de ti. Depois, podemos ir para o horizonte. Farei o que você precisar, prometo. Farei por nós, pois é nisso que acredito.

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Essa é uma carta, escrita por mim em 9 de dezembro de 2011. É sobre pessoas que sempre estiveram perdidas e nunca perceberam que tudo que precisavam, era alguém ao lado delas. Mas como de costume, comecei a caminhar tarde demais e perdi a corrida.

Espero que esteja protegido da insegurança, das lágrimas e da dor. E principalmente, que os muros sejam altos o suficiente para impedir que esses sorrisos que te são arremessados a todo instante o machuquem.

Fique bem, te cuida.

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A despedida

Janeiro 22, 2012

Adeus, amor.

Tu já passaste muito por esses quintais,

Já mataste muitas flores,

Deixou muita chuva cair sobre mim

E já me furou o peito e a ponta dos dedos,

Com essa faca de dois gumes.

Fez-me mergulhar de cabeça no amargo mar de sangue,

Sem se importar com o fato de que não sei nadar.

 

Adeus, amor.

Nós já perdemos muito tempo brincando de perfeição.

E saiba que estás a desperdiçar palavras, ao dizer

“Se acaso fores, é difícil de voltar.”

Somente tu não percebeste ainda:

O meu sorriso já trocou a cor dês do dia em que o tempo

Resolveu me fazer crescer

 

Adeus, amor.

Parece até que você esqueceu de dar certo.

Acordou-me de madrugada,

Envolveu-me em um terno e absoluto abraço,

Deu-me um beijo,

E eu, tola,

Dei-te meu coração.

Em meio a tanta música,

Fez-me perder o que nunca foi meu.

 

Adeus, amor.

Enquanto no lugar das mãos, eu possuir alicates,

Prontos para estraçalhar tudo o que tocar

Tu não serás bem vindo em meu peito.

Apesar dos danos que me causara durante a vida,

É merecido um lugar aconchegante,

De preferência carregado de leite e biscoitos.

 

Adeus, amor.

Engoli os momentos bons, pois já se foram.

Quero ver como é brincar de morrer,

E tentar aprender sem errar.

Hoje vou pra não voltar,

Amor.

 

Tranque as portas, feche as janelas: A dama da sua desgraça chegou.

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Place des Fêtes

Janeiro 18, 2012
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Isabel Coixet – Bastille

Janeiro 18, 2012
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Paris, Je T’aime – Faubourg Sain

Janeiro 18, 2012
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